quinta-feira, 20 de outubro de 2011

COMPAIXÃO OU AGRADECER A DESGRAÇA DOS OUTROS? (O sentido de gratidão)

"Aí o menino subiu no telhado da irmã... Glória a Deus!
Ele soltando pipa e a mãe dele, nossa irmã, chamando por ele... Glória a Deus!
O menino né, se distraiu e caiu do telhado... Glória a Deus!
A irmã ficou desesperada em ver aquele corpinho do seu filho todo quebrado e cheio de sangue... Glória a Deus!
Chamaram o socorro, levaram para o hospital e hoje ele está curaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadoooooooooooo... Aleluia! Glória a Deus! (todos berraram juntos com o pregador daquela igreja pentecostal na estrada do Rio do Pau, na cidade do Rio de Janeiro)".



Fiquei um pouco chocado ao ouvir isso naquela noite.

Eu sei que a Palavra diz que "todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano".(Romanos 8:28) Então, até mesmo os acontecimentos ruins tem um sentido na soberania de Deus e em seu chamado em nossa vida.

Eu também sei e creio no mistério da predestinação em que...

"Todas as coisas são feitas de acordo com o plano e com a decisão de Deus. De acordo com a sua vontade e com aquilo que ele havia resolvido desde o princípio" (Efésios 1:11)

Um cristão maduro e que tem a Bíblia como Sua orientação espiritual-existencial deve saber que uma das virtudes da Presença Espiritual em nosso coração é caminhar em meio às dores e alegrias "sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (Efésios 5:20 NVI), mas há um limite nisso. Não somos insensíveis com os nossos sofrimentos e fraquezas, nem mesmo o Senhor é duro assim conosco. Dar "glórias a Deus" por uma multidão de desgraças na vida de alguém não é sensato, nem cristão, é um fundamentalismo tosco que se apega a letra, não ao Espírito.

Nós cristãos temos um compromisso de amor com a transformação do mundo, com a compaixão e não com um escape religioso alienante, um LSD espiritual para entorpecer as almas religiosas.

Ora, o pastor deveria, na minha leitura, lamentar todas as angústias que aquela irmã viveu com seu filho e proclamar que Deus não se agrada do mal na vida das pessoas, ao final, sim, todos damos graças a Deus, glórias a Ele porque misericordiosamente salvou aquela vida. Esse equilíbrio na pregação é fundamental, esse bom senso ao expormos o Evangelho de Jesus é central. O fanatismo da letra emburrece.

A palavra gratidão, originalmente do latim "gratitudo", entrou em nossa língua por volta de 1543. Significa basicamente reconhecer uma pessoa que lhe prestou um auxílio, um benefício, um favor, etc. Quando damos graças a Deus ou glórias ao senhor Jesus Cristo, estamos nos esvaziando de nosso egoísmo antropocêntrico - que deseja sempre o reconhecimento pessoal - para dar lugar a gratidão pela verdadeira Vida que é Deus.

Um cristão é, por fé, um ser gratífico, que expressa sempre sua gratidão - em relação a Deus e ao próximo. É uma pessoa que vive agradecida por todos e por tudo, expressa sempre sua satisfação com as coisas que Deus manda, mesmo que sejam tribulações. Ele não é perfeito. Há momentos de dor, de reclamação, de confrontamento com o Senhor, mas no final das contas, Deus sempre vence e rendemo-nos a Ele com o nosso "assim seja" (amem). Assim, somos gratos a Ele, aos vizinhos que nos ajudam, a ambulância que chegou e a equipe médica que interviu.

É claro que tudo isso se dá pelo Espírito de Cristo agindo em nós, pois se depender de nossa natureza humana vamos estar sempre lamuriando, reclamando, xingando, criticando, ou seja, em nossa "carnalidade" - para usar uma expressão antiga da Bíblia - somos ingratos demais.

Meu amando, minha amada, tenhamos bom senso no uso das palavras de nosso Senhor e sensibilidade humana-cristã ao lidar com os problemas que afetam os nossos semelhantes, independente de credos religiosos.

Aproveitemos o dia de hoje, que estamos vivos e lendo esse texto - alguns não conseguem mais enxergar, lembre-se disso - para agradecermos ao Senhor todas as benção ocultas - agradecer bençãos visíveis é fácil, assim devemos fazer sempre.

Aproveitemos para agradecermos aqui-agora aqueles anjos ministradores que Ele nos envia no socorro e nós nem percebemos, talvez porque alguns desses anjos são humanos como nós: vizinhos, amigos, parentes e até adversários.

Que Ele, nosso misericordioso Pai das Luzes nos perdoe nossa ingratidão.


"Dai glória ao SENHOR vosso Deus, antes que venha a escuridão e antes que tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós luz, ele a mude em sombra de morte, e a reduza à escuridão". (Jeremias 13:16)


VOCÊ CONHECE MESMO LUTERO?

Você pode ser católico, espírita, muçulmano, umbandista ou evangélico, mas sabe quem foi Lutero?

Conhece a primeira igreja evangélica do mundo?

Esse abençoado vídeo de 9 minutos explica de forma clara, objetiva e resumida o início da conhecida Reforma Protestante. Uma revolução religiosa, política, social, econômica, ideológica e espiritual.

Vejam e deixem aqui os seus comentários.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

OS "CANDIDATOS DE JESUS" PARA 2012

No próximo ano, em outubro, teremos em todo o Brasil as eleições municipais onde os cristãos, como todos os outros cidadãos, serão chamados para votar em um vereador(a) e um prefeito(a).

Esse é um momento muito importante para apoiarmos aqueles/aquelas que tem um compromisso ético-político com a transformação social do nosso país, começando pelas cidades. Os cristãos, pelo menos em tese, deveriam votar de acordo com os valores do Reino de Deus: paz, justiça, radicalidade democrática, socialização, defesa dos mais fracos e oprimidos, etc.

É estranho ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo um cristão fazer barganha com o seu voto em troca de benefícios pessoais, pois o nosso foco é o amor ao próximo, o bem comum. Sendo assim, precisamos ter muita atenção com os "candidatos de Jesus" que começam já a se movimentar nos bastidores dos partidos políticos, em especial os da direita-conservadora.



Meu amado, minha amada, o "candidato de Jesus" é todo aquele/aquela que tem um compromisso ético-político com os valores do Reino de Deus, com a justiça social, com os mais pobres e abandonados. É nesse sentido que, mesmo um candidato não tendo uma religião, pelas suas ações concretas - veja o conceito de Graça Comum em Calvino - ele pode ser até mais indicado para assumir uma função de vereador/vereadora ou de prefeito/prefeita do que aquele/aquela que adora dizer "sou de Jesus", mas no cotidiano político é um desastre monumental.

Paul Tillich, um grande teólogo luterano, nos diz em sua "Teologia Sistemática" que:

"(...) a Presença Espiritual se utiliza de meios anti-religiosos para transformar não só a cultura secular, mas também as igrejas. O poder da autocrítica no princípio protestante capacita o protestantismo a reconhecer a liberdade do Espírito em relação às igrejas, inclusive em relação às igrejas protestantes" (p.689).

Diz a Palavra que "o vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai" (João 3:8) e que "o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade". (2 Coríntios 3:17).

Somos livres e o Espírito d'Ele é um vento que sopra "onde quer" (perceba aqui Sua ação soberana), inclusive naqueles/naquelas que não são necessariamente religiosos ou cristãos. Não estou dizendo que temos que votar em candidatos não-cristãos e fora da membresia de uma igreja, estou apenas relativizando esse critério como algo "divino".

As igrejas não tem candidatos oficiais, ou melhor, não deveriam ter, ainda que cada cristão em particular e de acordo com sua consciência e valores tenha a liberdade de se filiar a um partido político e candidatar-se a qualquer cargo.

As comunidades de fé (presbiterianos, batistas, anglicanos, luteranos, ortodoxos, católicos romanos, reformados, etc.) devem sim apoiar todas as iniciativas que possam ajudar na ampliação do Reino de Cristo nesse mundo (a dialética do aqui/ainda não), mas sem com isso criar um novo coronelismo do "candidato oficial dos irmãos", até porque, sejamos honestos, há muitos "crentes" safados, aliados da burguesia, lacaios dos empresários ímpios e sem escrúpulos, agentes do grande capital - acompanhem o trabalho e como votam a "bancada evangélica" e a "bancada católica" no Congresso Nacional e medite nisso.

Tem "crente" buscando no processo eleitoral uma chance de conseguir uma "boquinha" para os seus e/ou favorecer denominações ao invés de pensar nos interesses dos trabalhadores e oprimidos. Já existem muitos que foram eleitos no passado com esse discurso do "vote em mim irmão, sou de Jesus" e os resultados concretos foram tristes, em alguns casos, espantosos e vergonhosos para a Igreja de Cristo nesse mundo. É nesses esqueminha que vamos votar ano que vem?

Analisemos a conduta dos candidatos, sua história de vida e não sigam aquilo que os seus pastores (reverendos ou padres) possam impor como "o candidato de nossa igreja", mas vivam a liberdade do Evangelho de votar de acordo com sua consciência de cristão, cativo aos valores da Palavra. Fique atento, eles já estão andando por aí pelas igrejas.


"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão". (Gálatas 5:1)

Não aceite ser um instrumento de interesses particulares, use a liberdade que Cristo nos deu pela Sua Graça, tenha fé e não se renda a nenhum tipo de servidão, nem eclesiástica. Somos servos apenas de Jesus e de ninguém mais, ainda assim, Ele dispensou esse título dizendo:

"Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer". (João 15:15)

Se agora, na Nova Aliança, somos amigos e amigas de Jesus Cristo, por que seremos conduzidos como "boiadas" para votar no candidato "A" ou no candidato "B" só porque a liderança religiosa deseja?


Eu oro assim: Que o Espírito do Senhor nos ajude a discernir a verdadeira Presença Espiritual, aquelas pessoas que verdadeiramente estão compromissadas com um outro modelo societário - e não só em época de eleição. Pessoas que nas suas ações sociopolíticas busquem sempre o bem comum, dentro dos valores éticos do Reino de nosso bondoso Pai e Senhor Jesus Cristo. Amém!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

TODOS SEREMOS TRANSFORMADOS PELA VITÓRIA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Ao menos uma vez por ano, muitos cristãos tomam consciência da grande diversidade de formas de adorar a Deus, se comovem e se dão conta que não é tão estranha a maneira em que o nosso próximo rende culto a Deus. 



O acontecimento que desencadeia essa experiência única é conhecido como a “Semana de Oração pela unidade dos cristãos”. Congregações e paróquias de todo o mundo participam da semana de oração que se celebra tradicionalmente do dia 18 de junho até o dia 25 de janeiro e em torno do Pentecostes (no hemisfério sul do planeta). Durante este perído, trocamos os púlpitos com oradores de diferentes igrejas e organizamos cultos ecumênicos especiais.


Neste momento, 16 até 22 de outubro, estamos orando no/pelo Paquistão, Índia e Sri Lanka.
Cada ano se pede aos associados de uma região concreta que preparem um texto simples sobre um tema bíblico. Depois, um grupo internacional de participantes patrocinados pelo CMI (protestantes e ortodoxos) e católicos romanos editam esse texto e verificam se está relacionado com a busca da unidade da Igreja.


O texto é publicado conjuntamente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo CMI, através de sua Comissão de Fé e Constituição, que também acompanha todo o processo de produção do texto. O material final é enviado às igrejas-membros e para as dioceses católicas romanas, pelos quais pedimos que traduzam o texto e o contextualizem para o seu próprio uso.


O tema para 2012 é “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo” (cf. 1Cor 15:51-58). Já está disponível para o nosso estudo, divulgação e preparação.




Tradução de Marcio S. Saraiva do site do CMI

VIVENDO ANESTESIADO

O que significa pecado numa linguagem clara, objetiva e contemporânea, sem nenhum "farisaísmo"?

O pastor batista Ed René Kivitz tentará nos dar uma resposta bíblica, trazendo a Palavra de Deus para hoje, dando-nos uma possibilidade de sentido para uma palavra aparentemente desgastada e que poucos se importam nos tempos vividos. Veja e reflita.


O DIABO QUE ASSOMBRA O POVO: "SAI CAPETA!"

Eu não tenho medo do diabo! Sei que existe sim "forças negativas e trevosas", mas se vivemos na fé, estamos escudados. O pavor do diabo - derrotado desde o princípio! - sempre foi um terrível instrumento de manipulação social, eclesiástica e até mesmo de instabilidade emocional de muitos. Lutero se levantou no século XVI contra isso, ele mesmo apavorado e sentindo-se perseguido por satanás em todos os cantos de sua vida

O cristianismo mostra a derrubada do diabo, o fim do medo e da opressão espiritual, portanto, aquelas igrejolas que se dizem cristãs e continuam a apavorar os outros com o capeta estão na contra-mão de Jesus Cristo e de Seu Evangelho. Elas não estão espalhando as boas novas e sim más notícias.

O capeta ressurgiu com força total depois do movimento pentecostal e suas variantes pós-modernas (há origens puritanas, mas fica para outro momento). Aqui no Brasil, o sucesso do chifrudo ganhou espaço nos anos 70, cresceu demais nos anos 80 e estourou em todas as paradas de sucesso nos anos 90. Temos milhares e milhares de igrejolas pregando o terror e vendendo a "expulsão" do mesmo no corpo dos crentes.

É estranho que uma pessoa, cristã, portanto habitada pelo Espírito Santo, "receba" o capeta para ser expulsado pelas lideranças ou viva com medo dos seus tormentos, pois a Palavra nos ensina fé:

"Quem acusará aqueles que Deus escolheu? Ninguém! Porque o próprio Deus declara que eles não são culpados. Será que alguém poderá condená-los? Ninguém! Pois foi Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem foi ressuscitado e está à direita de Deus. E ele pede a Deus em favor de nós. Então quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte? Como dizem as Escrituras Sagradas: "Por causa de ti estamos em perigo de morte o dia inteiro; somos tratados como ovelhas que vão para o matadouro." Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Sen
hor.(Romanos 8:33-39)

Eleitos e eleitas de Deus, povo da fé, quem te acusa? Quem te condena? Ninguém! Estás sob a proteção do Altíssimo e o próprio Cristo pede ao Pai por nós. Ele ora por nós. Quer mais poder de oração do que esse? Ainda tem medo ou angústia de quê? "Ah mas eu ainda tenho meus pecados". Eu também, mas creio n'Ele, olho para Jesus Cristo, o autor da minha fé e caminho, peço que Ele cada dia mais vá me regenerando de acordo com Seus propósitos. Preste atenção, pois a Palavra é clara: nada pode nos separar do amor de Deus! Nada! Sabe o que é nada? É nada mesmo, coisa alguma, nem capeta, nem espírito ruim, encosto, nada. Estamos unidos no amor de Deus por nós, por meio de Cristo.

A Palavra nos ensina: "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo" (Efésios 6:11).

Proteja-se com a fé que você tem, derramada por Deus em seu coração. A fé é "toda a armadura" de um cristão. Tens fé? Se tiver fé, não dará lugar a nenhum diabo (Efésios 4:27), será protegido e servido pelos anjos do Senhor (Mateus 4) e nenhuma seta maligna poderá atingir-te. Ficarás tranquilo, não por algum poder especial que você tenha, nem pelos seus méritos de "boa pessoa", mas porque o Senhor é contigo.

"Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós".(Tiago 4:7)

Sujeito-me a Deus quando eu o amo através do próximo, esse é o resumo de toda a Lei de Deus. O amor. Quando eu amo, estou resistindo ao diabo da fofoca, ao diabo da queixa, ao diabo do não-perdão, ao diabo do ódio aos meus adversários, o diabo da angústia, o diabo da culpa e muitos outros capetas que são pouco reconhecidos.

Quando eu resisto a esses "diabos" todos que atentam a minha alma, ele foge, sua influência se retira, posso inclusive usar a psicoterapia e a psiquiatria que, em alguns casos, pode ser um instrumento valioso nas mãos de Deus.

O cuidado que temos não pode ser paranoico, nem deve gerar pânico ou uma angustiante auto-vigília, mas deve ser um cuidado todo espiritual, como nos ensina a Palavra: "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar" (1 Pedro 5:1)

Todos esses diabos: culpa, angústia, depressão, ódio, rancor, queixume, fofoca, etc. Procuram nos devorar a alma com deuses canibais, portanto, fiquemos atentos. Não existe melhor maneira de estarmos atentos do que nos agarrarmos em nossa fé em Cristo, orarmos (comunhão com Deus) e continuamente meditarmos nas sábias palavras que emanam das Escrituras.

Crer, orar e meditar na Bíblia - se preciso for, tomar um remédio e ter um analista não faz mal algum, podem ser instrumentos de Deus também. Assim estamos protegidos e não há brecha para nada de ruim, a não ser aquilo que o Senhor predestinou para que vivêssemos como provação mesmo, nossas tribulações diárias e comuns a qualquer ser vivente.

Tenha fé, abrace a vida, recoste-se em Jesus Cristo e debaixo da graça d'Ele diga "sai capeta"!.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

SOBRE A MÚSICA "GOSPEL" NAS IGREJAS: VIVA O EGO!

Excelente texto sobre as equivocadas músicas que muitas comunidades cristãs - e até nos bares e esquinas - andam cantando, enquanto isso, o tempo de pregação da Palavra vai ficando curtíssimo e o conteúdo das mesmas... Bem, é melhor o texto do pastor Renato Vargens logo abaixo.

Há pouco participei de um culto onde o momento de louvor com música foi uma pulação só.

Depois de mais de uma hora de muitos gritos, saltos e urros espirituais, o pastor embuido de uma espiritualidade opaca me avisou que o sermão não deveria passar de 30 minutos, isto porque, a hora havia passado e já estava tarde demais.

Pois é, ultimamente tenho pensado nas canções cantadas em nossas igrejas. Aliás, vale a pena ressaltar que a esmagadora maioria dos denominados cultos evangélicos dedicam muito mais tempo a música do que qualquer outra coisa.

Infelizmente os louvores cantados em nossas reuniões são extremamente antropocêntricos, o que nitidamente se percebe em nossos encontros congregacionais. Se fizermos uma análise de nossas liturgias chegaremos a conclusão que boa parte das canções que entoamos são feitas na primeira pessoa do singular, cujas letras prioritariamente reivindicam as bênçãos de Deus.

Para piorar a situação, as músicas cantadas pelos denominados artistas gospel, nem o nome de Cristo mencionam mais. Veja por exemplo a canção "Tire os pés do chão" do ministério "Toque no Altar" que incentiva o crente a festejar, dançar e tirar os pés do chão.



"Quem me viu dizia Não poderá alcançar 
Mas sou irresistível Não vou mais parar 
Este é um novo dia 
A nova casa é maior 
É tempo de alegria posso festejar 
Por tudo o que vi, 
E o que virá. Vou tirar os pés do chão, 
E festejar, festejar!!! 
 O impossível se rendeu. Eu posso dançar, dançar!!! 
 Diante das muralhas, Eu vou gritar. 
 Sobre os portões do inimigo, Vou saltar..." (???) 


Caro leitor, participar de alguns cultos é um verdadeiro desafio, isto porque as canções entoadas em nossos cultos são absolutamente desprovidas de graça. Infelizmente numa liturgia preponderantemente hedonista, este tipo de evangélico é extravagante, quer de volta o que é seu, necessita de restituição, determina a prosperidade, toca no altar, pede chuva, canta mantras repetitivos erotizando sua relação com Deus, desejando da parte do Criador, beijos, abraços e colo.

Prezado amigo, sem sombra de dúvidas vivemos dias complicadíssimos onde o Todo-poderoso foi transformado em gênio da lâmpada mágica, cuja missão prioritária é promover satisfação aos crentes. Diante disto, precisamos orar ao Senhor pedindo a Ele que nos livre definitivamente desse louvor, filho bastardo da indústria mercantilista gospel, o qual nos tem nos empurrado goela abaixo, conceitos e valores anticristãos cujo objetivo final não é a glória de Deus, mas satisfação dos homens.

Definitivamente a coisa está feia!

Minha oração é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a uma adoração cristocêntrica extirpando das nossas liturgias essa pulação inconsequente que em nada contribui para o engrandecimento do nome do Senhor.

Soli Deo Gloria!

Pr. Renato Vargens em http://renatovargens.blogspot.com